a ArTe De CoLaR † sTiCkErS †


17/10/2006


Modelos de alguns Stickers.....

  

              

Escrito por †x† ЯΔPHΔ€L†x† às 20h21
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14/10/2006


      Uma nova vertente artística surge em lugares inusitados da cidade. Latas de lixo, postes, placas de trânsitos, muros e o que mais poder receber um pôster ou um lambe-lambe é transformado em galeria de arte ao livre em questão de minutos após a passagem dos Stickers, palavra inglesa que traduzida ao pé-da-letra significa ?adesivos?.

Apesar da arte ilegal de rua não ser mais novidade e nenhuma grande metrópole do mundo, o sticker é um movimento que tem ganhado força nos últimos cinco anos com a proliferação da cultura underground e da busca de novas formas de expressão visual. Não devem ser confundidos com as propagandas clandestinas ou ainda com poluição visual, há um conceito por traz desse formato das expressões artísticas. Proveniente do grafite, o sticker começou a ser notado recentemente e já conquistou artistas que encontraram facilidade tanto na sua elaboração quanto na aplicação.

Ativismo coletivo

A proposta do sticker é através de manifestações de artistas individuais e de coletivos urbanos, criar um composto visual que dialogue com a estética metropolitana e debata através de uma linguagem lúdica e torta os principais pontos polêmicos da sociedade. Essa atitude já trouxe à luz instalações visuais por toda São Paulo. Basta andar com olhos atentos pela Rua Augusta, Avenida Paulista, Vila Madalena e muitas outras vias, viadutos e calçadas movimentadas, onde facilmente são encontradas figuras em cabines telefônicas, rostos misteriosos em postes e mensagens no mínimo curiosas.

Segundo os adeptos, o sticker é mais vantajoso que o grafite, pois é portátil e de fácil aplicação, sendo apenas necessário encontrar o lugar ideal para colocá-lo. Não há limite de tamanho nem de elaboração; A impressão dos adesivos ou, também comumente, dos lambe-lambes é com caneta, xerox, serigrafia, tintas plásticas ou qualquer outro tipo de grafismo que possibilite o efeito desejado.
O sticker é mais uma ferramenta que o artista urbano tem para se expressar, dependendo da mensagem, do lugar, do tempo disponível e da intenção, ele pode usar tanto o grafite como o sticker ou o stencil para colocar em prática o seu plano de ação.

Origens

Por ser uma forma de manifestação à margem da lei, é difícil saber onde se originou o sticker, mas é atribuído ao artista americano Shepard Fairey a apresentação e divulgação dessa pratica nas ruas, no início da década de noventa. Fairey, através de seus stickers, posters e lambe-lambes, encheu várias cidades norte americanas e européias com a clássica imagem, em alto contraste, do campeão de luta - livre André Giant, sempre com a indicação escrita: Obey Giant.

Fairey hoje em dia divide seu tempo entre as suas atividades artísticas nas ruas e a direção do estúdio Black Market, em Los Angeles, uma das mais prestigiadas agencias de design gráfico dos EUA.

Na capital paulista, o movimento sticker é presente há quase cinco anos e tem como principais nomes os grafiteiros como Boleta, Flip, Sesper e Zezão. A antiga escola do stickers, na maioria das vezes trabalhava a arte adesiva uma a uma a caneta, utilizando uma assinatura ou tag como imagem.

Um dos primeiros coletivos é o SHN. Foi o primeiro a fazer tiragens em serigrafia e expor uma quantidade de stickers e pôsteres exaustivamente repetidos, colados nas ruas de São Paulo, como uma linha de produção e montagem artesanal. Originários de Americana, mas com ações por todos os cantos e cidades aonde seus stickers e posters já chegaram, o grupo se infiltra na paisagem de concreto através de peças impressas. Lançando mão, principalmente, de cartazes, impressos em mídias reaproveitadas ou etiquetas adesivas oriundas de sobras industriais.

Outro coletivo de destaque com intervenções em diferentes regiões de São Paulo é o Faca que espalha em grupo ou individualmente, trabalhos que combinam, stickers e posters, além da sobreposição de pinturas realizadas as pressas e ilegalmente no local.

Adesivando a rede

A internet tornou-se a principal ferramenta de comunicação e exposição dessa cultura mundial. Através dela, artistas e coletivos de diferentes cidades e países se conhecem, apresentando e articulando iniciativas de ?exposições? de seus trabalhos. A troca do material é feita via correio, assumindo cada coletivo a responsabilidade de espalhar por sua cidade as obras dos colegas.

Outro meio de intercâmbio cultural entre os fãs do lambe-lambe são as galerias virtuais onde pessoas de todo o mundo se conhecem, trocam stickers por correio e têm o desafio de colar as obras dos amigos distantes em suas cidades, depois publicando fotos na Internet. É assim que muitos artistas ficam conhecidos internacionalmente sem ao menos saírem de suas cidades.

Vandalismo? Arte? Seja o que for a avalanche dos stickers não dará tão cedo trégua às selvas de concreto.

Escrito por †x† ЯΔPHΔ€L†x† às 11h56
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07/10/2006


Esta eh uma Reportagem de Stickers q saiu na Revista da Folha/ Outubro de 2004:

por Lulie Macedo | fotos João Wainer

Esquina da avenida Paulista: na lixeira, etiquetas coloridas recomendam o que mais falta na cidade -calma. Descendo a rua Augusta, há pombas fluorescentes coladas em postes. Pontos de ônibus na praça da República estão repletos de caveirinhas em série. De tapumes na Vila Madalena, saltam pequenos corações vermelhos de papel.

Não reparou? São Paulo está tomada por uma febre que já contaminou as principais metrópoles do mundo e se alastra pelo Brasil. Os stickers, ilustrações em papel adesivo coladas em paredes, pisos, tetos e placas, fazem parte de uma nova onda batizada como "street art". Ou, como cunharam alguns adeptos, "pós-grafite".

"A street art é uma evolução do grafite. Os artistas de rua foram atrás de novas técnicas e passaram a explorar outras ferramentas, como papel, adesivos em vinil e pôsteres de grandes dimensões", explica o publicitário nova-iorquino Marc Schiller, 40, criador do site especializado Wooster Collective, um conglomerado de artistas de rua de todas as partes do mundo.

Como uma epidemia, a mania navegou pelo mundo a bordo da internet e, por que não, pelo velho e bom correio. Além da produção nativa, artistas de lugares distantes despacham pilhas de seus adesivos para todos os cantos do planeta, e, depois, pela web, podem ver onde seus trabalhos foram colados. "Isso é inspirador e estimula a produzir mais", conta Marc.

Não deve ser por acaso que a proliferação de stickers esteja ocorrendo justamente na época em que o grafite foi totalmente absorvido pelo mercado e que grandes marcas tenham contratado seus autores para grafitar tudo, de fachada de imóveis (a agência do BankBoston na Paulista), a outdoors (Ellus) e até produtos de grife (a embalagem do perfume CK One, de Calvin Klein, lançado no ano passado em série limitada).

O curioso é que, segundo a maioria dos artistas entrevistados, o propósito dos adesivos e da street art é exatamente ser uma resposta à massificação da propaganda, com a qual disputam espaço em meio à poluição visual da cidade.

"Não acho certo que o espaço urbano seja destinado apenas a agências de publicidade, empresas e políticos. A única coisa permitida por lei é anúncio. Está errado, o espaço público é de todos", acredita Stephan Doitschinoff, 27, o Calma.

Artista plástico autodidata, ele começou aos 17 anos pintando pôsteres e fazendo estêncil (máscaras usadas como molde), até chegar à pintura em tela. Com seu traço gráfico e inspiração religiosa, Calma já expôs suas harpias com asas de lágrimas e outras figuras mitológicas em mostras coletivas no circuito tradicional de arte em São Paulo.

"Às vezes, fico dias fazendo um pôster. Gosto do tamanho A0 (84 cm x 1,20 m)", conta. Usando tinta sobre papel, diz que não se incomoda quando um pôster que deu trabalho é danificado no dia seguinte. "Não tem jeito, a natureza da arte de rua é temporária. Quem faz está consciente de que aquilo não vai durar", conta.

Ser tão transitória quanto a vida na cidade é talvez a principal característica da street art. Mas não é a única: o uso da linguagem publicitária -slogans, símbolos e logotipos- é outro traço importante.

Obedeça

Na rua, Calma é da turma de "coladores" que privilegiam poucas e detalhadas colagens -há outra corrente que prefere a quantidade. "Meu lance é massificar. Foi assim que a história começou. Não faz sentido colar um trabalho uma vez só, o efeito não é o mesmo. Respeito quem valoriza poucos adesivos e mais trabalhados, mas prefiro que a pessoa olhe e perceba a presença daquele corpo estranho no mar de informação visual da cidade", diz o santista Alexandre Cruz, 31, codinome Sesper.

O mesmo credo professa o SHN (sigla escolhida apenas pela sonoridade), um coletivo de artistas formado em Americana (130 km de São Paulo). Produzindo adesivos em larga escala por meio de serigrafia, o grupo promove "ações temporárias e invisíveis, usando uma linguagem lúdica e universal para o cenário urbano".

Esse discurso rebuscado também é característico dessa geração de artistas. Na contramão dos pichadores, em sua maioria garotos da periferia que procuram a auto-afirmação imprimindo sua marca a qualquer custo pela cidade, os representantes da street art são garotos e garotas de classe média, geralmente com formação superior em design gráfico, artes plásticas ou comunicação visual.

Aproveitando a formação acadêmica a que tiveram acesso, os autores utilizam os conceitos mercadológicos aprendidos nos livros para sabotar o "sistema" de que fazem parte, como um vírus.

"Os stickers se apropriam da logotipia para atacar a publicidade. O que é um adesivo a não ser uma peça de promoção?", questiona o historiador Eduardo Saretta, 28, que junto com o arquiteto Haroldo Paranhos, 25, e o designer e tatuador Daniel Cucatti, 27, forma o SHN.

Na Choque, funcionando há dois meses na rua João Moura, a arquiteta Mariana Martins, 46, e o designer Baixo Ribeiro, 41, vendem gravuras de artistas que até então só conheciam a rua como meio de divulgação. "Existe muito talento perdido pela cidade, as pessoas precisam treinar o olhar para enxergar. Os artistas que eu tenho aqui também estão nos muros, nos viadutos. Basta olhar em volta", diz Mariana.

Camuflados entre o mar de emblemas que anunciam compre, vendo ou vote, o fato é que os stickers vão aos poucos disputando um lugar ao sol no cenário urbano. Decidir se poluem ainda mais a vista ou se colocam em xeque o direito de ocupar espaço público pode ser apenas uma questão de gosto.

Mas, nesse caso, acredita a antropóloga da PUC Rita Alves, gosto se discute sim -e em público, de preferência. "Deixar sua marca na cidade é um jeito de dizer estou aqui, eu existo, é uma maneira de se dar voz. Se o cartaz do 'compro ouro' pode, por que eles não podem? Esta é uma discussão que

No Brasil, a idéia colou muito além de São Paulo. Na Bahia, a artista plástica Andréa May se envolveu de tal modo com a cultura sticker que montou a Galeria de Adesivos, anexa a uma loja de discos e um bar em Salvador. Ali ela reúne adesivos de artistas de Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraíba e Mato Grosso do Sul.

"A arte das ruas pode reconfigurar o cotidiano anestesiado da cidade e interferir de forma positiva e participativa na vida das pessoas", diz Andrea no site da galeria. Também pela internet, ela convocou para o próximo domingo uma mobilização chamada Attack +, que pretende reunir artistas de rua de todo o país para uma colagem simultânea de adesivos.

Em São Paulo, na Vila Madalena, um casal há tempos envolvido com a cultura jovem urbana apostou na qualidade plástica desses artistas e decidiu montar a Choque Cultural, o segundo espaço da cidade dedicado a expor e vender street art -o primeiro foi a Most Urban Store/A 

Escrito por †x† ЯΔPHΔ€L†x† às 23h43
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06/10/2006


Hoje ele tem uma empresa de design junto com o outro grande artista de rua Dave Kinsey... que chama BLK MKT.. e é uma das mais conceituadas agencias americanas...
mas está presente massivamente nas ruas de NY, onde mora.. sempre aparecendo com trampos novos...

Escrito por raphatelatim às 19h09
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Sticker art (vem do Inglês) é uma forma de transmitir uma mensagem, sentido, manifestação etc ou pelo simples prazer de enfeitar a rua do seu gosto ou ponto de vista (seja ela no alto de um poste, no final de uma placa ou até mesmo no pé do muro). Popularizado na década de 1990 entre grupos urbanos, da cultura alternativa. Há também os Lambe-Lambes, que não são adesivos e tem que se comprar ou preparar cola. sendo a cola caseira melhor, por ser mais difícil de ser arrancado.

Escrito por raphatelatim às 19h09
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Obey Giant é um movimento que já foi mais underground do que o que é actualmente.

Shepard Fairey é o autor deste cartaz, tendo vendido e oferecido milhões destas imagens que se espalharam pelas paredes dos Estados Unidos, chegando mais tarde à Europa e ao continente Asiático.

Com origens desde 1989, a imagem original tem como inspiração André Roussinof, mais conhecido como
Andre the Giant, um famoso e enorme lutador de wrestling, retratado por Fairey juntamente com a mensagem «Andre The Giant Has A Posse». Farey enviou para amigos por todo o país uma segunda versão deste autocolante, que rapidamente se alastrou fora do seu controlo.

Nos anos seguintes, Fairey explorou diferentes tamanhos desta reprodução, assim como justaposição da imagem com outras figuras icons da cultura. Mais tarde adicionou a fundo vermelho (referência ao comunismo) a mensagem OBEY. Uma mensagem anti-autoridades, que actualmente é mostrada legalmente em galerias de arte, e ilegalmente por centenas, milhares de paredes pelo mundo fora. Um conjunto de imagens com inspiração na arte urbana, que funcionam muito bem visualmente, através de manchas uniformes e pesadas de cores contrastantes.

Não devemos obedecer, devemos questionar o poder dos políticos e das empresas.

Ironicamente esta “campanha” mostra o potencial da publicidade. Por mais de uma década os posters foram-se espalhando, com as mensagens: “Obey”; “Buy”, etc., retratando imagens estilizadas de icons da sociedade, icons de revolução, imagens anti-autoridades, com mensagens irónicas, de respostas vazias, que têm como objectivo levar as pessoas a reflectir exactamente sobre isso.

Cá em Portugal já os vi espalhados em Coimbra e no Porto. Certamente também os haverá em Lisboa. Os mais atentos podem encontrá-los nos filmes em ambientes urbanos, videoclips, sempre no pano de fundo, omnipresentes e ainda assim discretos, tal como a opressão que combatem e para a qual alertam.

Mesmo sendo o pai deste movimento, e impulsionador desta ideologia, Fairey foi contratado por gigantes como a Ford, Pespi, Levi’s, Dreamworks e Motorola. Irónico não? Hoje em dia o
site oficial é a principal âncora do movimento, oferecendo todo o historial do movimento, posters e autocolantes novos que podem ser encomendados em massa, e o manifesto escrito por Farey em 1990.


Site Oficial

Escrito por raphatelatim às 19h08
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